segunda-feira, 21 de março de 2016

Legionária

As pessoas que me conhecem "há tempos" sabem o quanto eu gosto de Legião Urbana. Conheci a banda por volta dos meus 14 anos (e pouco antes da morte de Renato). Não me lembro muito bem como tive meu primeiro contato com a banda. Se minha memória não me trair, acredito que foi através do meu grande amigo Marcelo. Tenho dúvidas também sobre qual foi o primeiro disco que comprei. Não lembro se foi o disco "Legião Urbana" (o primeiro da banda), ou se foi "O Descobrimento do Brasil". Seja como for, em pouco tempo eu tinha todos (entre discos de vinil e cd´s). A Legião Urbana cantava meus sonhos, minhas angustias, minhas duvidas, meus medos, minhas indignações. E, na minha juventude lamentava não ter tido a chance de ve-los pessoalmente. Quando os conheci, Renato já estava doente. A Legião Urbana não fazia mais shows. Tive a chance ainda de ver o lançamento de um cd com o Renato ainda vivo (album "A Tempestade" - um dos mais tristes mas também um dos quais mais gosto). Lamentava não poder  vivenciar minha admiração em shows. Mas a banda estava apenas nas lembranças. Nas músicas tão atuais. Então o primeiro CD faz XXX anos. Dado Villa- Lobos e Marcelo Bonfá - depois de uma enorme batalha judicial com Giuliano Manfredini (filho de Renato), ganham o direito de usar o nome da Legião Urbana. Nome que sempre a eles pertenceu, assim como a nós , legionários. A justiça foi feita.  Então o projeto XXX Anos, toma corpo. Vira realidade. Começa a turnê. Penso: chegou a hora. A hora é agora. Vou ver Legião. Eles virão a Curitiba. Porém ao ver o valor dos ingressos, percebi que não poderia participar. Lamentei profundamente. Mas em tempos difíceis, é necessário estabelecer prioridades. Senti um grande pesar. Infelizmente, o show não poderia estar nas despesas da casa. Me entristeci. Compreendi. Não era pra ser. Legião continuaria sendo uma memória de músicas ouvidas no disco de vinil, no cd. No dia 18/03/2016, foi o show. E num momento onde externei esse meu pesar, em uma rede social, alguém viu.  Alguém sentiu essa minha tristeza. Foi quando entraram duas pessoas nessa conversa, a quem devo agradecer eternamente. Digo que foram "anjos" . Fui agraciada com 2 ingressos para o show. Lágrimas de tristeza que havia derrubado durante a semana, naquele momento, foram de alegria. E de repente, lá estava eu. Na lista de convidados da banda. Área vip. Pista premium. Seria possível melhorar mais? Impossível, pensei. De repente estava na fila das poucas pessoas que puderam tirar foto com Dado e Bonfa. Ainda consegui sair com o livro do Dado autografado. Não há palavras que possam agradecer a estas pessoas que se sensibilizaram com meu pesar e ajudaram a realizar este meu sonho. Renato Russo não está entre nós. Mas André Frateschi (convidado para ser o vocal neste projeto incrível) teve um grande atuação no vocal. Show perfeito. 2 horas sem parar. Fernanda e Iuri, obrigada. Com certeza não foi tempo perdido.
Algumas pessoas me perguntaram: "Como assim? Como você conseguiu isso? Porque você?". Sinceramente, não tenho respostas. A vontade que eu estava de estar naquele show era realmente sincero. Estava dentro de mim. O universo conspirou a meu favor. Sorte? Merecimento? Acaso? Não sei. Mas, com certeza, um dos melhores momentos da minha vida. 

*Urbana Legio Omnia Vincit*



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ADOÇÃO

        Hoje quero falar sobre adoção. Em letras, podemos dizer que "a palavra adoção tem origem do latim "adoptio", que em nossa língua significa "tomar alguém como filho". Ação de adotar, tomar para si com cuidados" .
         Esse não é um tema aleatório. É a história da formação de minha família. Por isso, incluo à definição acima, que adotar é amar. Amar incondicionalmente. 
          Meu marido e eu sempre tivemos o desejo de formar nossa família com filhos biológicos e por adoção. Não sabíamos exatamente como as coisas aconteceriam. Sabíamos do nosso desejo e isso nos bastava. Antes do completarmos 1 ano de casamento, engravidei do Augusto. Estava cursando o mestrado, meu marido estava desempregado, eu trabalhava como pesquisadora do Ipardes. E, no meio de tanta turbulência, saber que nosso tão desejado filho estava a caminho foi uma imensa alegria. 
          Quando Augusto estava com aproximadamente 7 meses de vida, nos dirigimos a Vara da Infância e Juventude de Curitiba para darmos sequencia a formação de nossa família: a adoção. Porém, nessa visita, recebemos um balde de água fria. O fato de poder gerar, de ter filhos, nos "desqualificou" para o processo. Já na reunião informativa, a assistente social nos avisou que "juiz nenhum daria uma criança para quem pode ter filhos". Naquele instante, meu marido e eu resolvemos deixar de lado esse nosso desejo. 
         Era o ano de 2008. O tempo passou. Em 2014, resolvemos voltar a lutar. Nesse tempo amadurecemos enquanto pessoas, enquanto casal. Augusto cresceu. Novamente fomos a Vara da Infância e Juventude. Dessa vez, o coração mais sereno e firme em nosso propósito. Dessa vez, a lei revista. Dessa vez, juízes buscando pais dispostos a amar, a acolher. Ter filhos, poder gerar , não eram mais motivos para nos "desqualificar". Tinhamos pulsando dentro do peito, o amor incondicional. Amor esse que nos levou à nossa filha. Nossa "borboletinha" - apelido carinhoso que dei a ela, enquanto ela não vinha. Entre dar entrada no processo e recebermos a tão esperada ligação para conhecermos nossa filha foram 09 meses. Que coincidência, não?  
        E assim foi...   Hoje, nossa família está completa. Formada através do sentimento mais puro e sublime: o amor. 
        E se quiserem ouvir um pouquinho sobre isso, deixo um vídeo com uma entrevista que demos sobre esse reencontro!










terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Faz um certo tempo em que estive por aqui. Por esse cantinho que sempre foi tão especial. Há dias venho pensando nesse espaço. No que ele significou para mim. Quando ele foi criado, servia com um cantinho de desabafo, de reflexão, de encontro do meu ser. Foram momentos difíceis. Outros de alegrias e conquistas. Momentos de descobertas. Momentos onde pude me achar, me descobrir e me colocar no mundo. Quando dei significado a tudo que era e tudo que sou. E, quando consegui, de alguma forma, encontrar-me , esse espaço deixou de fazer sentido. E, então, o deixei de lado.
Alguns anos se passaram. E voltei a pensar nele. Não como o lugar de encontro mas como o local onde praticava um hobby: o de escrever. Sempre gostei. Desde as primeiras palavras da alfabetização. Durante muito tempo achei, inclusive, que seria jornalista. Tornei-me Socióloga. Essa vontade de escrever voltou a me acompanhar. Foi então que comecei a amadurecer a idéia de retomar o blog.
Porém, o contexto é outro. Pensei em fazer outro blog. Construir outro local. Buscar outro "layout". E pensei: porque fazer isso? Goste ou não, queira ou não, aqui está registrada minha história, minhas dores, minhas alegrias. Aqui está registrada parte dos pequenos passos que dei para me tornar o que sou hoje.
E hoje, a vontade que tenho é de escrever sobre tudo o que me tocar. Vida, família, televisão, futebol, maquiagem, utilidades, futilidades. Escrever sobre o que me der vontade.

Por isso, podem entrar, fiquem a vontade... As letras estão soltas no ar... 



segunda-feira, 11 de março de 2013

Balanço

Hora de fazer o balanço da primeira semana..   Digamos que não chegou a ser uma tortura mas foi bem perto disso. Em alguns momentos cheguei a ter sintomas de abstinência.. kkkkk      Ansiedade, leve irritação. Não resisiti e lá fui atras de um bombom. Mas foi UM bombom. No dia seguinte ao fato comi um brigadeiro. Lembrancinha pelo dia da mulher.  

Tirando os dois fatos acima mencionados, no resto - foi tudo sob controle. Comi muita salada. Comi mais carne branca (frango) que carne vermelha. Carboidratos mais no periodo da manhã (1 fatia de pão integral todos os dias de manhã com requeijão light ou queijo branco). 
E teve mais uma coisinha que fugiu a regra. Domingo, eu e meu marido, fomos almoçar em uma churrascaria. Pode parecer impactante em um primeiro momento mas não acho. Comi salada. Algumas (poucas) carnes. Não consegui comer tanto. Não posso nem mesmo dizer que houve exagero. Não houve. Não acho que vá fazer diferença dentro do contexto. 
E falando sobre o que faz ou não diferença...  qual o limite para resistir as "tentações"? Naquele dia comi um bombom...   
Pego-me pensando será que vale a pena TANTO sacrificio?   Tenho dúvidas as vezes. Não em relação a qualidade de vida. Isso, certametne, só tem a ganhar. Mas digo em relação às pequenas coisas diárias... Como, por exemplo, vontade de comer um bombom.
Talvez o caminho por mim adotado seja extremamente radical. Talvez eu não precise abandonar  que gosto. Apenas controlar...   
Hoje estava com vontade de comer panquecas. Assim fiz. Uma panqueca não faz mal a ninguém. Depois de uma semana a base de folhas e carne branca, quero algo com mais "sustança"...
Mas não foi só a panqueca. Sobremesa. Consciência pesada? Um pouco mas satisfeita... 

Não me pesei na balança. Nem irei faze-lo. Não quero pensar em números absolutos por enquanto. Quero me sentir leve...  O estômago agradece.