quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pensamentos

Mais uma daqueles texto que se pretendem poéticos, e não são.

Pensamentos

Pensamentos
De onde surgem?
Chegam assim, de repente
Não mais que de repente
Nos envolvem
Nos confundem
Faze-nos sentir assim...
Sentir como não queremos
Pensamentos que não controlamos
Pensamentos que não desejamos
De onde vem?
Por que vem?
Tentamos expulsa-los.
Não saem.
Insistem.
Permanecem.

Um pensamento rápido.

Dizem que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Discordo. O coração sente sim. Principalmente, quando o cérebro - traiçoeiro - imagina demasiadamente. Cria, recria. Inventa. Nos tortura.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre doar

Quando escutamos a palavra "doar" logo imaginamos o ato de dar , alguma coisa - material - a alguém. Mas eu, desde sempre, criança ainda, já via nessa palavra um significado diferente. Quando eu ainda tinha 10 anos - menos até, costumava visitar um asilo lá em Mogi-Mirim, cidade onde me criei. Meus pais, eu e meu irmão íamos todo final de semana (ou quase todo), passar a tarde com os velhinhos que, muitas vezes, não tinham família e, se a tinham, esta os abandonaram. Aprendi ainda criança que dar um sorriso, um aperto de mão, um abraço pode ser também um gesto de doar. Podemos fazer isso pelos estranhos. Podemos fazer isso por aqueles que convivem conosco. Podemos doar, quando ao ler uma noticia trágica no jornal, ter piedade, compaixão e ser solidário com a dor do outro. Podemos doar, quando no ambiente de trabalho vemos um colega, mesmo que distante, triste e chateado e oferecemos um abraço. Um abraço silencioso que não quer ouvir nada e não quer falar nada. Estamos doando. Doar é querer fazer o bem. É também estar pronto para fazer o bem e, com o olhar atento, identificar onde a dor possa estar calada. Eu cresci, aprendendo a me doar. Com os velhinhos no asilo - que tantos me chamavam de neta. Nas festas para arrecação, onde ia trabalhar e dedicar meu tempo. Nas crianças mais que especiais da cidade de Divinolandia e do Lar Maria de Nazaré (MOgi-Mirim). Com os amigos e amigas que fiz ao longo de minha caminhada. Uns que permanecem. Outros na lembrança. Outros em outro mundo já. As vezes, esse afeto é confundindo com outras coisas. Não me importo. Meus braços estarão abertos sempre. Meus abraços estarão a disposição. Eu sou assim.

imagem do blog de Flávio Machado

Passos, escolhas e caminhos

As vezes me pergunto sobre o que é que realmente vale a pena. Quantas e quantas vezes nos desgatamos com coisas que são tão pequenas. Quantas vezes deixamos passar coisas grandes que poderiam fazer a diferença. Nos distraimos diante do caminho. Escolhemos dar passos , certos ou incertos. Mas sempre andamos. A vida pode ser até comparada a um grande tabuleiro de xadrez. Cada jogada pode ser a diferença. Todas as peças podem fazer a diferença. Os pequenos, sempre a frente, defendendo os maiores. A rainha, sempre imponente, aguarda sua chance. O rei, quieto, não se move. Conta com seus guardiões. Nós somos os reis, rainhas. Somos, bispos e torres de nosso próprio tabuleiro. Contamos com os peões - pessoas que todos os dias passam em nossa vida... e tentam nos ajudar. E nós, os lançamos na frente da batalha. Avançamos. Recuamos. Depende de contra quem ou contra o que  estamos lutando. As peças adversárias, sejam as brancas ou as pretas, são as adversidades de nossas vidas. Mas sempre podemos dar o xeque-mate em cada um de nossos problemas. BAsta saber como escolher os passos da nossa caminhada. NO blog de uma amiga minha, muito bom por sinal (http://www.caminhantediurno.blogspot.com/ ), ela diz "caminho se faz ao andar". E é isso. Andamos , caminhamos, escolhemos. As vezes ganhamos , outra perdemos. Outras, o empate é claro. Mas temos que andar. Avançar sempre. Olhar para frente sempre. O fim do jogo, talvez nunca chegue.