quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Medo de mudanças

Quem nunca pensou na vida em fazer uma mudança?  Pode ter sido uma mudança de casa, de cidade. Uma mudança de atitude e de pensamento. Uma mudança de visual... Mas em algum momento, acredito eu, todos pensamos em mudar alguma coisa. Comigo, essas coisas sempre acontecem nas promessas de ano novo. Vou emagrecer, vou olhar tudo de maneira diferente, vou fazer isso e/ou aquilo. Coisas que, no geral, nunca acontecem. Nesse ano novo fiz algumas promessas de mudanças. Até já desfiz algumas (como escrito aqui recentemente). Não por medo, mas por achar que - de alguma maneira, não valeria a pena. Mas hoje, estou pensando em outra mudança. Hoje não.. tem alguns dias já. Diz respeito a uma mudança ligada ao mundo da vaidade, beirando a futilidade talvez... Sim.. mudanças, talvez inuteis (ou úteis?)... Estou pensando em mudar meu visual. Na onda de "cansei de ser patinho feio", estou me empolgando com o mundo da vaidade. Gasto horrores com maquiagem (quando nem ligava para um batonzinho). Tenho gasto com roupas, sapatos, bolsas...  Agora quero gastar com estética. Mas estou com medo... A pergunta "será que vou gostar?" não sai da minha cabeça. Jà olhei mil vezes páginas e mais páginas da internet em busca de um look que me agrade. Vários me agradam. FAlta-me coragem de arriscar. Será que vale a pena radicalizar? Será que não mudar é sinal de fraqueza? Não sei... Tenho até sabado para decidir. Já estou com salão marcado. Farei uma sessão antes e depois aqui... Seja lá o que for que eu decidir, espero gostar. Por que arrepender, só me arrependo do que não faço... (e isso inclui mudanças no visual).

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Depende de nós

Os ultimos dias não foram fáceis. E mesmo que as lágrimas rolassem pela face; mesmo que o coração doesse de tanta angustia; mesmo que o pior fosse sempre a unica coisa esperada não perdemos a serenidade, o respeito, a ternura. Não perdemos a esperança e nem a fé. Não deixamos de sonhar, de ter alegria - ainda que adormecida. Descobrimos os amigos. Descobrimos força interior que jamais acreditavamos ter. Aprendemos, re-aprendemos, confirmamos o quanto vale a pena viver. E mais, entendemos que muito do que a vida (e as pessoas) nos oferecem, depende da forma como interagimos com elas. Pensando nisso, deixo aqui um texto, atribuido a Charles Chaplin e que mostra que é "nossa função escolhei o tipo de dia que vou ter hoje".....


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."



E aí, qual o tipo de dia que quero para mim hoje?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Expressão dos sentimentos...

Outro dia eu estava um pouco revoltada e falava muito sobre tentar ser diferente. Queria não ser tão intensa no que sou, no experimento, no que vivencio. Principalmente, não queria ser tão intensa no que sinto. Não no sentido de "não mais sentir", mas pelo menos de "não sentir tanto", ou não demonstrar tanto... Demonstrar o sentimento sempre foi uma necessidade. queria de alguma forma, que isso mudasse. No entanto, o que mudou nos ultimos dias foi a vontade de mudar. Vi meu pai como jams imaginei ve-lo. Por uns instantes a unica opção era: fazer de tudo para que ele não tivesse morte cerebral. Foram alguns dias de UTI. Primeiro em coma induzido, depois uma alternancia entre ve-lo acordado e outras vezes sedado. Porém, um dia, ele acordou. Entrei no quarto da UTI e disse: "Oi Pai". Ele abriu os olhos, olhou para mim e sorriu. em seguida chorou. Mas ele sabia que eu estava ali. E demonstrou isso. Naquele momento eu percebi o quanto é importante poder demonstrar o que se sente. O quanto é importante sentir. Antes, talvez, eu nao tivesse dado a devida importancia ao sorriso do meu pai. Ou ao sorriso de alguem. Mas agora sei que para as pessoas pode ser muito importante saber o que sentimos (ou o que não sentimos). Acho que não importa. Tão importante quanto sentir é poder e ter condições de demonstrar isso...


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

E então...

E então descubro que não estou sozinha....   Momento de dor. Sem dúvida. Mas também de muitas alegrias. Nas horas dificeis é que sabemos quem gosta da gente e quem esta por perto...


E como não posso abraçar a todos, registro aqui, o meu abraço. De agradecimento. Obrigada a todos por existirem. Por estarem comigo. Por estarem por perto.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fé, amizade, conforto

Os dias tem sido dificeis. Muito dificeis. Devo dizer quase que insuportáveis. O ano de 2011 começou, digamos, para testar nossa fé. Meu pai está no hospital. Quando o assunto é saúde, os nervos ficam a flor da pele. Nunca imaginei passar por algo parecido em minha vida. Porém, diante da dificuldade descobri que a força que nunca pensei ter estava ali. A fé, que achava não ser tão grande assim, também estava ali. E o que mais impressionou (e continua impressionando) é o carinho das pessoas. A palavra dos amigos. O conforto. A fé, a amizade e o carinho tem feito tudo ficar menos dificil. e, mesmo diante de toda  a dificuldade e sofrimento, só tenho a agradecer. Um dia de cada vez. A fé fortalecida e renovada a cada dia. A descoberta do afeto...  Dias melhores virão. Com certeza.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Brincadeiras





Por toda minha vida sempre fui vitima de brincadeiras... De todos os tipos. Ainda hoje sou. A todo instante alguém "zoa" comigo por algum motivo. Seja porque demorei para entender a piada. Seja porque fui trabalhar de calça jeans e tenis, ou porque coloquei minha saia, meu salto alto. Seja porque escute "country universitário", ou porque goste de ouvir musicas classicas no carro. Seja porque meu joelho seja levemente torno (depois de anos de bota ortopédica quando criança, e um dano pela aeróbica), ou porque goste de cantar ou falar sozinha enquanto trabalho no meu computador. Sempre achei que levava tudo na boa. Fazia piada junto, aumentava a brincadeira. Não retrucava (ou não retruco). dou risada. Deixo o sorriso no rosto. Mas talvez não tenha vontade de rir. Parece, no entanto, que as pessoas não percebem. Não percebem que meu riso não é verdadeiro, é daqueles que saem parecendo ferir. Não percebem que não levo tão a sério assim. E, quando eu pensava que as brincadeiras desse tipo só eram feitas no ambiente de trabalho, descubro que na vida privada isso também acontece. e como todo lugar, eu sorrio - quando o que mais tenho vontade é chorar.... 

Meu nome é Khan

Hoje,  a minha passagem por aqui é rápida. Há muito tempo não assistia um filme que me emocionasse tanto, que fizessse eu ficar parada em frente a TV praticamente sem piscar. Que fizesse eu chorar e não querer que o filme acabasse. HOje passo para indicar o filme "Meu nome é Khan". Foram "167 minutos" de emoçoes. Alguns momentos de rios. Outros de lágrimas. Trata-se de uma produção indiana. Deve-se dizer que, na India, alguns cinemas que pretendiam exibir o filme foram destruidos. Ele mexe não apenas com questões culturais daquele povo, mas também com questões politicas e com diversos pré-conceitos, preconceitos diversos. Vale a pena. Recomendo.

Rizwan Khan (Tanay Chheda), uma criança muçulmana que tem síndrome de Asperger, cresceu com a sua mãe (Zarina Wahab) na secção Borivali de Bombaim. Quando adulto (Shahrukh Khan), Rizwan muda-se para São Francisco onde vive com os seus irmãos. Ele apaixona-se por Mandira (Kajol) com quem mais tarde se casa.
Após o 11 de Setembro, Rizwan e Mandira começam a enfrentar uma série de dificuldades o que faz com que eles se separem. Rizwan então começa uma longa jornada através dos Estados Unidos para conseguir Mandira de volta.
Na sua jornada, ele inspira optimismo e alegria no coração das pessoas que encontra pela disseminação de mensagens por onde quer que passe.


 

Ficha Técnica

Título Original: My Name Is Khan
Gênero: ,
Direção: Karan Johar
Elenco: Jennifer Echols (Mama Jenny)Christopher B. Duncan (Barack Obama)Shane Harper (Tim)Kajol (Mandira)Shahrukh Khan (Rizwan Khan)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Há Momentos...

Esses dias enviei aos meus amigos do Orkut, um poema LINDO, de Clarisse Lispector. Autora que estou re-descobrindo aos poucos. Ultimamente parece que ela está falando do que estou sentindo... Dos medos, da solidão, das perguntas sem resposta, das palavras escritas... E de tão lindo , coloco tal poema, talvez como um lembrete de que a felicidade existe e que , não necessariamente, está onde a procuramos...

"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sou um animal sentimental...

"Sou um animal sentimental me apego facilmente ao que desperta o meu desejo (...) Acho que entendo o que você quis me dizer mas existem outras coisas"...  (Serenissima - Legião Urbana)


Aos 15 ouvia Legião Urbana pois as letras das musicas sempre expressavam o que eu sentia. Aos 30, continuo ouvindo Legião Urbana e continuo me sentindo representada por cada letra, por cada palavra. Não sei se é pela solidão, se é pela transparencia excessiva ou pelo sentimentalismo que aflora. "Serenissima" nunca me representou tão bem quanto hoje. Sim, eu me apego facilmente. todos parecem me cativar a todo tempo. O tempo inteiro. Me entrego, me dedico a cada um que passa em minha vida. Aos amigos que faço, mais que a qualquer outra coisa. Choro, dou risada, conto piada. Ofereço ombro. Ofereço o braço e os abraços. Confio cegamente. Me desaponto. Mas contiuo aqui. Me apegando facilmente a tudo. As pessoas, aos lugares, as possibilidades. Não consigo ser diferente. Por mais que eu tente. Até mesmo as coisas mais banais se transformam em essenciais. Será que vale a pena ser assim? Sentir assim?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sindrome do Patinho Feio

Outro dia estava lendo um blog que tinha um post com o titulo "Exibir ou não mostrar" (http://caminhantediurno.blogspot.com/2010/12/exibir-ou-nao-mostrar.html#links). Aí fiz um comentário sobre "matar o patinho feio que existe em mim". Depois fiquei pensando sobre isso. Esse é um "estigma" (ou esteriótipo?) que sempre carreguei. E ainda não me convenci do contrário. Sempre fui a mais feia entre todas as amigas. Desde a pré-escola. Ou porque era gordinha demais - ou  magrinha demaisl. Ou porque o cabelo era bombril ou porque era curto demais. Ou simplesmente porque não atendia (e continua não atendendo) aos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade de consumo. A minha falta de "beleza" teve , em algum momento, lá suas vantagens. Sempre tive muitos amigos meninos... Claro... Eu sempre era a "amiga", "a simpática" e aquela que tinha amizade com as meninas bonitas. Como nunca ninguém (menino) se interessa por mim, era muito mais fácil fazer amizade e entrar nesse mundo masculino. Alias, ainda hoje, aos 30, continuo tendo muito mais amizade com meninos... Com a vantagem de não precisar ficar me justificando o tempo inteiro sobre essa opção de amizade. Mas uma coisa mudou, talvez o fato de ter 30 (quase 31), fez com que eu aceitasse minha condição "não bela". E mais, aprendo a cada dia usar outras coisas que me transforme em "algo belo". Estou descobrindo que para chamar atenção não preciso ser magra, não preciso ser bonito. É preciso ter charme (ah.. descobri que tenho... ). é preciso ter olhar... Olhar profundo, daqueles que só de olhar, os outros irão.... te olhar. Descobri que precisa se aceitar. Se gostar. Tenho meu marido, a quem amo. Mas não vou negar, atrair olhares me faz sentir sempre melhor. Então, sempre que possível, me mostro. Olho. Uso charme. De alguma forma tento me transformar em um "objeto de desejo". Tudo para acabar com a sindrome do patinho feio que ainda existe em mim.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Aos meus amigos

Certamente essa não é a primeira vez que falo da importância que meus amigos tem na minha vida. Amigos próximos ou distantes, confidentes ou de "olá". Ontem, tive um momento de nostalgia... vendo algumas fotos, relendo algumas cartas. Lembrando de cada um que passou em minha vida. Aí, enquanto eu mexia nos meus arquivos do computador, achei uma poesia de Vinicius de Moraes, e que transcrevo aqui, como homenagem a todos meus amigos.

"Difícil querer definir amigo.
Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo
é mão estendida, mente aberta,
coração pulsante, costas largas.
É quem tentou e fez,
e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar
um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.
É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.
É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.
É aquele que entende seu desejo de voar,
de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos,
a sede pelo "por vir".
É ao mesmo tempo espelho que te reflete,
e óleo derramado sobre suas aguas agitadas. É quem fica enfurecido
por enxergar seu erro,
querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia.
É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa
que adocica ainda mais seu sorriso.
Amigo é aquele que toca na sua ferida
numa mesa de chopp,
acompanha suas vitórias,
faz piada amenizando problemas.
É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você.
É quem sabe que viver é ter história pra contar.
É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento,
é o padrinho filosófico dos seus filhos.
É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não,
pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica,
com o mesmo prazer e atenção que teria
se tivesse olhando em seus olhos.
Amigo é multimídia.
Olhos...
amigo é quem fala e ouve com o olhar,
o seu e o dele em sintonia telepática.
É aquele que percebe em seus olhos
seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente
e se entusiasma quando vê surgir
aquele tão esperado brilho no seu olhar,
e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.
É lua nova,
é a estrela mais brilhante,
é luz que se renova a cada instante,
com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.
Amigo é aquele que te diz "eu te amo"
sem qualquer medo de má interpretação : amigo é quem te ama "e ponto".
É verdade e razão, sonho e sentimento. Amigo é pra sempre,
mesmo que o sempre não exista."


domingo, 2 de janeiro de 2011

Estou tentando...

Estou tentando esquecer as mágoas e aprender a perdoar.
Estou tentando esquecer e a não me importar.
Estou querendo me transformar.
Tranformar em alguém que não se apega.
Em alguém que não chora.
Em alguém que não sente.
Em alguém que nem mesmo sorri.
Quero ser  alguém que não se importa.