quinta-feira, 31 de março de 2011

DNA de Bandido...

Sempre que vou escrever aqui neste espaço busco falar de assuntos mais "sentimentais" digamos... Falar de um mundo por vezes colorido e outras vezes preto e branco. Falo das paixões (como a que tenho pelo Timão), dos medos, das angustias e da procura incessante pelo saber mais de mim mesma. Foram poucos os posts que comentei uma noticia de jornal, por exemplo (acho que foram dois ou três mais precisamente). Porém, hoje falarei de uma notícia de jornal e que tem tudo haver como título aí em cima. Ontem, quando cheguei em casa após um exaustivo dia de serviço, resolvi assistir um jornal da rede aberta de televisão (normalmente assisto aos telejornais de TV a cabo). Os apresentadores deste jornal não se limitavam a passar a noticia, informar as pessoas sobre os assuntos. Eles tinham que a todo instante "dar opiniões". Acho eu, que não sou da área jornalistica, que para se emitir opinião sobre qualquer que seja o assunto você tem que saber fazer, ainda mais quando essa opinião é transmitida e "re-transmitida" inúmeras vezes à populaçao de todas as idades, de todas as cores, de todos os credos, de todas as classes sociais. Quando se trabalha em meios de formação de opinião tudo que é dito deve ser feito com muito cuidado. Justamente por não saber que estará nos ouvindo e nem a capacidade de filtro das pessoas. Pois bem. O assunto era a autorização para porte de arma dos agentes penitenciários no Estado do Paraná. Primeiro jornalista disse que era contra porque o agente estava sujeito a ter a arma roubada, arma esta que poderia ser usada contra ele mesmo, que poderia ser usada para cometer crimes etc... etc... etc....  Até aí, tudo bem. Aí veio a mulher fazer o comentário que eu julguei infeliz demais e que não por acaso da título a este post. A dita cuja disse que era a favor, que era proteção dos agentes etc etc etc... O problema foi na hora do comentário de que arma só deve ser controlada para quem tem "DNA de bandido..."  A frase solta , assim, fica estranho.. mas no contexto pareceu não apenas que ela chamava os agentes penitenciários de bandido - o que é o fim do mundo, e no fim também definiu que bandidagem está no sangue..... ESPERA AÍ... como assim? Quer dizer então, que as pessoas "nascem" bandidas? Que elas simplesmente não tem escolha? Uma definição um tanto quando determinista e , em certa medida, comodista... afinal, se tá não sangue não tem jeito e então não tenho que fazer nada mesmo... Por favor... a minha indignação foi tanta com tal fala que nem sei como escrever aqui e descrever esse sentimento. Na verdade, se eu for falar tudo o que penso sobre esse assunto eu iria escrver uma tese dedoutorado, que não cabe aqui. Mas de alguma forma deixo registrado aqui minha indignação... Bandidagem não está no sangue. è problema de Estado, de governo, de exclusão, de preconceito, de ambição... é problema da sociedade que condena e não recebe de volta... é problema de todos.......  

sábado, 26 de março de 2011

Poesia de presente

Adoro poesias... Vez ou outra posto algumas aqui... Hoje é dia de Charles Chaplin.


“Eu já perdoei erros imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e
esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei prá proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara” muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!

Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida…
e você também não deveria passar!
Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
por que o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante.”

quarta-feira, 23 de março de 2011

Assunto sério: bullying


Nos últimos tempos parece que o tema "bullying" virou moda. Vários foram os casos noticiados de vitimas de bullying que suicidaram-se ou que se envolveram em grandes brigas e acabaram , por fim, se machucando também fisicamente. "O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato".(http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml)
Em linhas mais gerais é utilizado para situações ocorridas no espaço escolar, sendo crianças e jovens as maiores vítimas. No meu tempo, isso se chamava "perseguição". Eu fui vítima. Sei o que é. No entanto, existe um outro tipo de bullying que é tão grave quanto. É aquele vivenciado no ambiente de trabalho. Empresas privadas, instituições públicas, instituições de segurança etc. são espaços constantes de tal prática. As vezes acontece de maneira sutil, com brincadeirinhas tidas como "inocente" - muitas vezes legitimada pelos membros da organização. Não é porque são adultos que não pode haver opressão e outras formas de intimidação. Talvez uns usem como nome "assédio moral". Não importa o nome que tenha. O que importa é que acontece. Muitas vezes, no ambiente de trabalho, as pessoas são vitimas e autores ao mesmo tempo. Posição que acaba por ser legitimada. É quase que um processo necessário, onde a defesa é o ataque. E será, que cada um de nós, não é um autor de bullying? OU será que somos sempre a vítima? A imagem aí ao lado é uma campanha contra bullying em empresas. (não localizei a fonte mas está no google imagens). Respeito é bom e eu gosto.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Poesia do Dia - Oscar Wilde

Mais uma poesia de amizade. Segundo consta é do Oscar Wilde. Não consegui confirmar a autoria. De qualquer forma, eis um belo texto. Um belo pensar. Um grande sentir... 

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Meu trabalho: Guarda Municipal

Eu costumo postar coisas mais sentimentais aqui no blog. Reflexivas, poéticas. De encontro, de critica, de desabafo. E então pensei: "nossa, eu gosto tanto do meu trampo e nunca escrevi nada sobre ele"... e então resolvi escrever. Apesar de no titulo estar escrito "Meu trabalho: guarda municipal", adianto que não sou guarda. Sou socióloga trabalhando na área de Segurança Pública, em uma guarda municipal. Tanto na minha graduação quanto no mestrado me dediquei aos fenomenos da violência, da punição e principalmente, do encarceramento. Sempre tive uma ligação com essa área, até mesmo na vida pessoal - quando fiz voluntariado no Educandário São Francisco. E agora não sou mais pesquisadora da área mas trabalho diretamente nela. E é incrivel como esse universo me fascina, apesar de me entristecer - afinal quem se sente feliz com tanta violência, tantos crimes , tantas "desgraças"? Mas estar trabalhando no combate e prevenção de tudo isso é satisfatório demais. Saber que podemos usar nosso conhecimento para tornar a vida das pessoas melhor, é bom demais. Mas não é dessa satisfação que quero falar. Quero falar dos meus guardas...  (sim, é quase um sentimento de posse). Esses meninos trabalham. E como. Fazem mais do que podem. Mais do que a estrutura pública dá condições. Muitas vezes, fazem mais do que a própria condição fisica de cada um permite. E não são reconhecidos por isso. É claro que como em toda profissão, sempre tem uns malas, uns "bizonhos" e umas "fuleragens" mas felizmente não é maioria. No entanto, é sempre a crítica negativa   que aparece. Mas quantos querem criticar positivamente afim de ajudar a construir e melhorar a estrutura? São poucos. Por isso, quero usar este espaço. Para homenagear meus guardas e a todas as guardas municipais do país. Que trabalham , que se dedicam , e que fazem o possivel (e impossível) para defender o bem mais valioso da constituição brasiliera: a vida dos brasileiros. A todos, minha sincera homenagem....

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dica de Leitura

Hoje, já cedo, me deparei com um texto bastante interessante. Devo primeiro dizer que eu não assisto Big Brother, que tenho uma vaga idéia de quem sejam os participantes mas que mesmo involuntariamente acabo sabendo um pouco do que se passa, ainda que os personagens não sejam tão claros.... E então, tem uma moça chamada Maria no programa. Parece-me que ela faz e desfaz lá dentro. Não sei exatamente que, só sei que é assim. Aí eu li um texto em um outro blog, chamado "Ser Maria..."  Achei o texto muito bom. Não tanto por falar dessa Maria do BBB, mas por falar em ser "Marias"...  Só lendo pra saber, então fica a dica do blog ai:

http://www.alefelix.com.br/2011/03/13/ser-maria/

Por toda minha vida não fui Maria, afinal "era muito feio"... Hoje sou Maria, sou Mulher, sou o que sinto....

segunda-feira, 14 de março de 2011

Momentos de Sabedoria

Provérbio Chinês, diz:

"Há 03 coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida"...

Uma frase como essa dispensa comentários...

Procura-se um amigo - Mais de Vinícius

"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando
chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de
grandes chuvas e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste
durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para que eu tenha a consciência de que ainda vivo"

Uma poesia para o dia...

Enquanto eu me procuro e tento me encontrar busco poesias e palavras... busco acalanto nas vozes dos que muito já falaram... Hoje brindo-me com uma poesia de Vinicius de Moraes....

(retirado de http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/article.php3?id_article=343   ah, a foto é desse mesmo site)



 

O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Próximo Destino é....

DURBAN...  Bem, falta um pouco de tempo ainda mas já estou começando a sonhar, planejar e executar minha próxima viagem significativa. Outra viagem para falar sobre crime, criminalidade, prevenção da violência entre outros assuntos relacionados à segurança pública. E, enquanto planejo tudo isso (e quebro a cabeça para fazer um "paper" decente), vou falar um pouco aqui sobre essa cidade que irei conhecer. Na verdade, vou dar um ctrl+c, crtl+v, da wikipédia... Ah, e descobri, que Durban é cidade irmã de Curitba (seja lá o que for cidade irmã)

"Durban (em zulu eThekwini) é uma cidade da África do Sul, na província de KwaZulu-Natal, na costa do Oceano Índico. É a terceira maior cidade do país em número de habitantes após Joanesburgo e Cidade do Cabo. Está localizada no município metropolitano de eThekwini. Tem cerca de 2,7 milhões de habitantes (4 milhões na área metropolitana) e é a maior cidade indiana do mundo fora da Índia[3]. A língua mais falada é o zulu, seguida pelo inglês, o afrikaans e o hindi.
Em 25 de Dezembro de 1497, o navegador português Vasco da Gama, a caminho da Índia, aporta num porto natural da costa leste africana. Denomina-o "Natal".
Além de ser um centro turístico, o seu porto é o maior de toda a África (entre os portos generalistas) e aloja o maior terminal de contentores de todo o Hemisfério Sul, bem como um substancial sector industrial.
O poeta e escritor português Fernando Pessoa passou a maior parte de sua juventude na cidade, no período de 1895 a 1905, antes de regressar definitivamente a Portugal.
Hoje, Durban é o porto mais movimentado recipiente na África, e um destino turístico popular. O Golden Mile, desenvolvido como um destino turístico de boas-vindas na década de 1970, bem como Durban em geral, oferecem atrações turísticas amplas, especialmente para as pessoas em férias provenientes de Joanesburgo. Perdeu o seu posto de procura por turistas internacionais para a Cidade do Cabo na década de 1990, mas permanece mais popular entre os turistas domésticos. A cidade é também uma porta de entrada para os parques nacionais e locais históricos de Zululand e do Drakensberg." 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Para refletir...



Esse é um vídeo que me marcou, com uma mensagem um tanto quanto interessante...

O que você vai ser quando crescer?

Meu filho de 3 anos, chegou esses dias pra mim e perguntou:

- Mãe, o que você vai ser quando crescer?

Respondi:

- Eu já cresci filho...

ele:

- então, o que você é?

Pensei, pensei e continuei pensando  e respondi:

-Socióloga, filho.

ele:

- Ah.... tá...  Eu vou ser pintor.

Eu:

-De quadro ou de parede?

ele:

-De parede. Na verdade, acho que vou ser motorista de avião....

E então eu, continuei a pensar. É tão bom ser criança. Poder sonhar e ser o que quiser. Querer ser pintor ou "motorista de avião". Querer viajar o mundo no balão. Imaginar que tudo é possível. Eu sonhei ser tantas coisas... quis ser dentista, trapezista de circo, jornalista e no fim, virei socióloga (que lá pelas tantas da conversa com meu filho já se transformou "naquele negócio lá").
É tão bom poder acreditar. É tão bom querer ser de fato o que você quer e não o que o mundo quer que você seja (porque eu, quando meu filho disse pintor de parede, logo pensei: vai ser engenheiro...). É tão bom sonhar em realizar desejos e não se matar de trabalhar para pagar as contas (e nunca conseguir dar conta de tudo)...

Queria eu manter, dentro do meu coração, a pureza da criança... Essa vontade louca de imaginar que tudo é possível...  Mas quando a gente cresce, a gente nem sempre sabe o que é, mas sempre sabe que não se tem mais a pureza e ingenuidade de achar que podemos fazer acontecer....

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ausência

Há alguns dias venho pensando: "Nossa.. faz tempo que não escrevo"
Lembro-em quando comecei com o blog tinha o propósito de escrever diariamente ou, pelo menos, semanalmente. Sempre acontece alguma coisa que estimula os pensamentos e a habilidade para escrita. Pelo menos, achei que apareceria. Dizem que o escritor de verdade não precisa de inspiração. Eu, de uns tempos para cá, tenho precisado. A vida está tão corrida, as coisas tem acontecido de maneira tão tumultuada, que não tenho tido tempo nem de assimilar os pensamentos, quem dirá coloca-los aqui. Quando comecei o blog não tinha pretensão de ter seguidores ou de ser lida. Queria penas colocar para fora as minhas indagações diversas. Mas sei que tenho uns companheiros de jornada aqui - que seguem anonimamente - digamos. E para esses que peço desculpas pela minha ausência. E, peço desculpas, para mim mesma. Sinto-me um pouco culpada por estar tão distante desse espaço, que para mim, é tão especial....