sábado, 30 de julho de 2011

Teoria da Reciprocidade

              Nos tempos de faculdade eu tinha várias disciplinas , entre elas Teoria Antropológica (divididas em 1, 2, 3, 4 etc....). Uma das teorias aprendidas refere-se a "Teoria da Reciprocidade" proposta por Marcel Mauss (1872-1952). Muito basicamente (muito mesmo), ele diz que o elementar em todas as sociedades, em qualquer tempo histórico, é o intercâmbio, ou ainda , a reciprocidade. Essa ação consiste em DAR, RECEBER e RETRIBUIR. No caso da teoria antropológica, as tribos "intercambiavam" o que lhes era importante - não necessariamente presentes materiais, mas banquetes, festas, objetos, comidas etc. Tal ação gerava a necessidade de alguém receber essas dádivas e também retribuir. Ou seja, a relação estabelecida se mantinha através das obrigações de dar, receber e retribuir. 
             Aí, podem me perguntar, por que estou falando sobre teorias antropológicas... Porque para mim não existe nada mais verdadeiro do que a importância da reciprocidade. É evidente que aqui não estou falando no sentido "tribal" da coisa mas no sentido do que preciso para minha vida.
            Explicando...
            Eu sou intensidade. Sou risos e sorrisos. Sou calor, sou abraço, sou amizade. Sou olhar sincero. sou conversa olho no olho. Sou lagrimas as vezes. Sou o que sinto. E nesse meu jeito de ser, transbordo o que sinto. Gosto de demonstrar o que sinto. Falo, Escrevo. Me entrego. Me entrego intensamente a tudo. A família, aos amigos, ao trabalho, ao que acredito. Não tenho medo de me mostrar, de ser. No entanto, fraquejo as vezes no meio do caminho. Pois eu dou de tudo que sinto. (DAR). As pessoas, o trabalho, as situações RECEBEM. Porém, nem sempre tenho a RETRIBUIÇÃO. 
                 E o que acontece é que sinto falta dessa retribuição.Sinto falta do abraço amigo. Sinto falta do email não respondido. Sinto falta do eu gosto de você também. Sinto falta do muito obrigada. Sinto falta do você também precisa de ajuda. Sinto falta da conversa olho no olho. E não posso dizer que tais coisas não acontecem. Ao contrário. As coisas acontecem só que não na mesma intensidade que eu faço. E é esse meu exagero de dar e o meu exagerado desejo de ser retribuída é que me faz sentir tal qual postado anteriormente.  E é esse exagero que quero tirar de mim. Vou continuar dando tudo o que tenho na intensidade do que sinto, preciso aprender a não querer a tal retribuição ... Meu desejo é fazer sempre e nunca esperar em troca. Quem sabe um dia eu consigo. 


Preciso aprender, antes de tudo, que o silêncio não é descaso. Que a fuga do olhar pode ser apenas timidez. Que a ausência do abraço é falta de habito. Que o email não respondido é a palavra dita pessoalmente (ou por telefone, ou por msn etc.)


Preciso aprender que o sentir e o vivenciar não estão necessariamente vinculados às demonstrações. Pode estar vinculado a presença silenciosa mas certa. 


E apesar de já viver há uns 13 anos nessa cidade "fria" de clima e muitas vezes de afeto, não me acostumo. Sinto falta do calor, do abraço, do olhar. Do aceno de mão constante nas ruas e nas praças. No bom dia sorridente dos vizinhos, da troca de panelas no meio da rua. Sinto falta do dar, receber e retribuir lá da santa cruz, lá de Mogi.... 


Quero porém terminar dizendo que adoro minha cidade (Curitiba) e que não a troco mais. Que tenho amigos verdadeiros e pessoas que sei que gostam de mim (ainda que não demonstrem). Só quero dizer que sinto falta de demonstrações de afeto...  Resumidamente, é isso.



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um texto para pensar

Navegando na internet, em busca de poesias, textos etc. Encontrei um texto atribuído a Paulo Coelho. Sempre falo em "texto atribuído a" pois ainda que a internet nos forneça materiais mil, nem sempre a autoria é confiável. De qualquer forma deixo o texto aqui com uma proposta de reflexão para os que aqui passam e , principalmente, para mim mesma.

"Deus costuma usar a solidãoPara nos ensinar sobre a convivência.Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida." (Paulo Coelho)

Tem dias em que a gente se sente assim....

Tem dias em que a gente se sente assim, assim...

 Esqueço o que sou
 Escondo-me do que sinto
 Não sei o que procuro
 E mergulho na imensidão do infinito.
 Olho as estrelas no céu.
 Sinto a lua a me acobertar.
 Sinto as vezes também o sol a me aquecer.
                                                  Enquanto permaneço me sentindo solitária no caminho.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

As mulheres complicadas????

Entre idas e vindas em diversos sites de relacionamento (facebook, orkut etc), sites de poesias , blogs etc, encontrei um texto - que desconheço a autoria, mas que achei muito bacana. Fala sobre mulheres... Eu gostei bastante e por isso compartilho aqui...


Nós? Complicadas?
Se a gente se insinua, é atirada;
Se fica na nossa, está dando uma de difícil;
Se aceita transar no início do relacionamento, é mulher fácil;
Se não quer ainda, está fazendo doce;
Se põe limitações no namoro, é autoritária;
Se concorda com o que o namorado diz, é sem opinião;
Se batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa;
Se não está nem aí pra isso, é dondoca;
Se adora falar em política e economia, é feminista;
Se não se liga nesses assuntos, é desinformada;
Se corre pra matar uma barata, não é feminina;
Se corre de uma barata, é medrosa;
Se ganha menos que o homem, é pra ser sustentada;
Se ganha mais que o homem, é pra jogar na cara deles;
Se adora roupas e cosméticos, é narcisista;
Se não gosta, é desleixada;
Se sai mais cedo do trabalho, é folgada;
Se faz hora extra, é gananciosa;
Se chateia-se com alguma atitude dele, é uma mulher mimada;
Se aceita tudo o que ele faz, é submissa;
Se quer ter 4 filhos, é uma louca inconsequente;
Se só quer ter 1, é uma egoísta que não tem senso maternal;
Se gosta de rock, é uma doida;
Se gosta de música romântica, é brega;
Se gosta de música eletrônica, é maluca;
Se usa saia curta, é vulgar;
Se usa saia comprida, é crente;
Se está branca, eles dizem pra gente pegar uma corzinha;
Se está bem bronzeada, eles dizem que preferem as mais clarinhas;
Se faz cena de ciúme, é uma neurótica;
Se não faz, não sabe defender seu amor;
Se fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se fala mais baixo, é subserviente.
E depois vem dizer que mulher é que é complicada...
Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas.

domingo, 3 de julho de 2011

Arrumando as malas....

É, falta 2 semanas ainda.... mas sinto-me como se fosse viajar amanhã. Cada vez que tenho uma viagem para fazer, seja a lazer ou a trabalho (o que é muito mais comum ultimamente), eu fico dias e dias e dias pensando na mala, ou melhor, no que vai dentro da mala. Fico pensando em que tipo de roupa usar, qual calçado levar etc. E para o meu próximo destino nem sei ainda o que levar. E, na verdade, estou um pouco preocupada. Afinal, nessa cidade só chove, as roupas estão molhadas no varal.... e aí fico regulando as roupas pra usar no trabalho e na vida diária até o dia da viagem... DEssa vez, tenho ainda uma outra preocupação que é bem mais importante e séria. Nessa bagagem, tenho que levar uma apresentação, em power point, de aproximadamente 20 minutos. E em inglês.... e só de pensar que não tenho nada pronto ainda, me dá um nervoso. essa semana que se inicia deverá servir prioritariamente para finalizar esse item principal....  a apresentação que farei no 20º ECCA Simposium.... (Simpósio Internacional de Análise Criminal e Criminologia de Ambientes)..AFrica do Sul... Cidade de Durban mais especificamente... As borboletas na barriga, as malas para arrumar, a ansiedade para controlar e 02 semanas para esperar... ai ai ai


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Borboletas na Barriga...

De tempos em tempos sinto-me assim, com borboletas na barriga. As vezes, elas me fazem rir. Outras vezes chorar. Sinto por coisas que estão por acontecer. Por outras, que jamais acontecerão. Por outras que não dependem de mim realizar. Borboletas percorrem meu corpo e batem suas asas em minha alma. Não há caminho que as leve para fora de mim. Se é para o bem deixo-as aqui. Se é para o mal desejo que elas se vão. Quantas angústias e tormentos às vezes elas provocam. Quantos risos, garagalhadas e cócegas outras tantas vezes são sentidas.
E sem sentido algum, são as palavras que aqui escrevo. Estou tentando "borboletear" com a ansiedade que me move, que me comove que me domina.