domingo, 3 de março de 2013

Brigando com a balança




Quem nunca deixou para começar uma "dieta" na segunda-feira? Quem nunca se viu comendo um docinho de "despedida"?  Eu sempre fiz essas coisas...  "Amanhã eu começo"....   "Hoje vou me despedir de tanta comida"...  E assim por diante. E nessas despedidas a dieta sempre fica literalmente para amanhã. Eis um amanhã que nunca chega...
em março do ano passado (2012) eu estava no auge de minha magreza. Estava pesando 63 kg. Como era bom. Todas roupas serviam. Todas roupas caiam bem. Estava com um bom corpo (mesmo com a pança que nunca me abandona). Bem verdade que esse peso eu  não atingi de maneira saudável. Por conta de uma gastrite passei um tempo me alimentando mal. Qualquer coisa que eu comia não me fazia bem. Muitas azias, dores terríveis de estomago. Mas a balança estava a meu favor. Um ano se passou. E nesse um ano os ponteiros da balança andaram um pouquinho. Estamos em março de 2013. A balança chega aos 75 kg. Ou seja, 12 kgs em um ano. Um quilo por mês.O que explica isso? Várias coisas...  Minha loucura por doce. Uma ansiedade exagerada. O estomago que não dói mais e que aceita tudo. É como se comer fosse meu hobby favorito. Mas as consequências não são tão boas assim. Como o que quero. Fato. Mas agora as roupas não servem tão bem assim. A pança insiste em aparecer em qualquer roupa. Nem mesmo as camisetas disfarçam. Se em março do ano passado uma roupa M servia. Hoje, o tamanho G já não satisfaz e as peças GG voltaram a entrar no guarda roupa. Feliz com isso? Não. Nem um pouco. Fui em uma nutricionista. Estou com um cardápio de reeducação alimentar - afinal esse negócio de dieta não funciona mesmo. É preciso aprender a comer. Comer de maneira saudável. Para mim, não é fácil. Não mesmo. Mais do que uma briga com a balança. É uma briga comigo mesma. Tudo tem seu tempo. Talvez o meu tempo seja agora. De repente me olhei no espelho. Não gostei do que vi. Vou tentar um dia de cada vez. E desse canto, farei o espaço dos relatos diários de como vou seguindo. Não tenho pressa. Se engordei em um ano, posso levar um para emagrecer. Aprendi que perder peso rápido demais não tem vantagem alguma. A atividade física já faz parte da minha rotina. Falta agora comer de maneira adequada. Espero conseguir. Essa será mais uma das minhas lutas diárias. Para mim, não será fácil. Não mesmo. Mais do que uma briga com a balança. É uma briga comigo mesma.

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